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A História

Franca

No princípio era o Sertão, o Belo Sertão da Estrada dos Goiases que se estendia desde o rio Pardo até o Rio Grande.
Ao longo dessa Estrada apareceram os primeiros núcleos populacionais, fundados pelos bandeirantes que misturaram o seu sangue com o dos Caiapós, primitivos habitantes daquelas paragens. Formaram-se, então, os pousos que serviam de ponto de parada e descanso para os viajantes e negociantes que iam em direção à Vila Boa de Goiás com a finalidade de abastecerem os mineradores que extraiam o ouro dos ribeirões goianos cuja riqueza havia sido descoberta pelo Anhanguera II no limiar do século XVIII.

A Freguesia e, depois, Vila Franca iriam abranger todo o Belo Sertão, isto é, seus domínios compreenderiam o território situado entre os rio Pardo e o rio Grande.
Entretanto, a posse efetiva do Belo Sertão deu se com a presença dos entrantes mineiros.com o declínio da mineração em Minas Gerais, a população começa a deslocar-se em direção ao oeste em busca não mais do ouro e dos diamantes, mas sim das boas terras de cultura e campos de criar Atravessando o rio Grande, esses entrantes mineiros encontram no sertão do rio Pardo as terras devolutas de que precisavam e a grande estrada que ligava São Paulo a Vila Boa a qual facilitaria o escoamento de sua produção. Conquistando definitivamente o sertão, esses homens das Gerais fundarão os arraiais que servirão de sedes para instituições fundamentais do Brasil colonial e imperial.

Em 1805 é criada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca, Sertão do Rio Pardo e, em 28 de novembro de 1824, instala-se a Vila Franca do Imperador. Sendo que a denominação Franca foi dada em homenagem ao Governador de São Paulo da época Antônio José da Franca e Horta e Imperador em agradecimento a D. Pedro I soberano da nova nação brasileira, que ordenou a ereção da nova vila, tendo sido seu território desmembrado da antiga Vila de São José de Moji Mirim. Convém registrar que a Vila já havia sido criada por D. João VI em 1821 com o nome de Vila Franca del Rei.
Faziam parte da Vila Franca, dentre outras, as atuais cidades de Cajurú, Batatais, Nuporanga, Morro Agudo, Ipuã, Guaíra, Orlândia, Igarapava, Patrocínio Paulista, Ituverava etc.
Em 24 de abril de 1856 Franca é elevada a categoria de cidade, mero título honorífico para um município que já possuía plena autonomia político - administrativa.

A principal atividade econômica da região foi a criação do gado vacum que perdurou por quase todo o século XIX. Nos finais do referido século com a chegada do café, a região recebe, além dos "caminhos de ferro", a grande afluência da imigração estrangeira, especialmente à italiana e a espanhola.
O velho arraial, o núcleo urbano, a cidade, enfim, consolida-se nos primeiros anos do século XX e é dentro da urbe que se desenvolvem as "fábricas". Fábricas de cerveja, licores, gasosas, de macarrão, de chapéus, de fósforos, de cigarros, em suma, um parque fabril variado e numeroso instala-se em Franca. Porém, são os curtumes e as fábricas de calçados que irão permanecer até os nossos dias. À partir dos últimos anos da década de 60 do século XX, a produção coureiro-calçadísta assume o papel de principal atividade econômica em nossa cidade e município e, por isso mesmo, passa a definir os seus rumos, os seus objetivos e o seu desenvolvimento.

Fonte: Prof. Dr. José Chiachiri Filho.

Observações:

Franca possui atualmente 321.776 habitantes. (Fonte: IBGE)

  1. Franca possui 192.000 eleitores. (Fonte: Cartório Eleitoral)
  2. No ano 2000 Franca contava com 25.000 analfabetos. (Fonte: IBGE).
  3. Leitos Hospitalares: = Santa Casa e Hospital do Coração: 400 leitos.

 = Hospital Regional: 108 leitos
 = Hospital Unimed: 134 leitos (10 na UTI de adulto e 6 na UTI infantil)
 = Hospital Psiquiátrico Allan Kardec: 200 leitos

  1. Hospital do Câncer, somente tem atendimento ambulatorial, as internações quando necessárias são feitas na Santa Casa. (Fonte: Arquivo Histórico Municipal “Capitão Hipólito Antonio Pinheiro”)

 

1º Arraial
1º. desenho do Arraial de Franca - por Burshell / 1805

Vila Franca
1ª. fotografia da Vila de Franca / 1902

Industrial
A rua Júlio Cardoso, nos anos 20. À direita, o prédio da Escola Industrial

Matriz

A praça da Matriz, por volta de 1902. As obras da igreja estavam a todo vapor. Solitário, no centro do descampado, o Relógio do Sol. Ao fundo, o prédio do Colégio das Freiras.

 

 
Fonte: Arquivo Histórico Municipal “Capitão Hipólito Antonio Pinheiro”
 
 
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