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Laranja avança e deve render mais de R$ 50 milhões- Inserida 14/07/2008

Na região em que o café ocupa lugar de destaque, uma nova produção agrícola começa a ganhar espaço e a chamar a atenção dos produtores.

Na Fazenda Cruzeiro, em Patrocínio Paulista, a área de plantio é tão extensa que o produtor Felício Veronez utiliza sua caminhonete para

vistoriar todos os pés de laranja.

São mais de 95 mil pés ao todo, parte deles em fase de colheita que junto a outros espalhados em propriedades de Cristais Paulista, Pedregulho, Jeriquara, Buritizal e Igarapava ajudarão a regional de Franca a produzir uma safra estimada de 3,7 milhões de caixas em 2008.

A projeção é da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral). A estimativa da safra atual é 23,3% maior em relação à do ano passado. Cada caixa de 40 quilos custa em média R$ 14. Ou seja, a safra deste ano deve render R$ 51,8 milhões à região.

Tradicional na região de Bebedouro, a citricultura começou a avançar na terra do café a partir de 2003. Nessa época eram 900 mil pés, passados cinco anos já são 3,5 milhões e as empresas do ramo continuam em busca de novas áreas para a expansão. No ano passado, o novo pólo de citricultura tinha 2 milhões de pés.

Em Pedregulho, o grupo Coinbra, pertencente à multinacional Louis Dreyfus, possui sozinho 510 mil pés em produção e outros 15 mil novos pés já foram plantados

O produtor Antônio Jorge Neto, vizinho à fazenda, também resolveu apostar na nova cultura e arrendou 82 hectares onde antigamente plantava soja. “Primeiro pensei na cana, mas a usina que procurei não mostrou interesse devido à distância.

Resolvi então arrendar para a laranja e a produção já tem um ano”, disse. Além de Neto, outros três produtores da cidade decidiram pelo mesmo caminho.

Joel Leal Ribeiro, engenheiro agrônomo do EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural) de Franca, disse que o sucesso da laranja na região pode ser atribuído à ocorrência menor de doenças, especialmente por causa do clima.

“O clima mais fresco parece ser mais favorável, o fruto é mais colorido e a produção um pouco mais tardia”. A disponibilidade de terras também ajudou a impulsionar o cultivo

“A cana ainda não está em muitas áreas da região, já em Ribeirão Preto, Bebedouro, Olímpia e Matão, a situação é contrária. Todas as propriedades estão ocupadas, não há mais espaço para formar novos pomares, por isso a tendência é aumentar a produção de laranjas na região de Franca”, afirmou Ribeiro.

A produção regional é destinada para as indústrias de citrus onde poderão ser utilizadas na a fabricação de sucos concentrados e consumo in-natura. A colheita começou no mês passado e em algumas propriedades deve continuar até janeiro do próximo ano.

   
   
 
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