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Secretaria Municipal de Educação da cidade implantou os projetos Colcha de Retalhos e o Clube da Leitura na escola. O programa também foi adotado pelas escolas “Luís Andrade de Freitas” e “Irmãos Matos”.
Dentro do projeto Colcha de Retalhos, todos os dias os professores lêem para as crianças na sala de aula. Além disso, toda semana cada turma - entre 27 classes - passa pelo menos 30 minutos na biblioteca. Por mês, os alunos sozinhos ou junto com os professores, lêem até 15 livros infantis. A cada 30 dias os estudantes escolhem a história preferida e fazem um desenho sobre ela em um tecido.
Os tecidos são colados e vão formando os quadradinhos. A idéia é cobrir a colcha de desenhos até o fim do ano. “Todo mês um aluno é escolhido para fazer o desenho do livro que mais gostou no mês. O resultado está sendo ótimo. Todos querem participar. Aqui não forçamos ninguém a ler, eles estão descobrindo desde pequenos o prazer da leitura”, disse a coordenadora da escola Josiane Sanches Bianchin. Para o desenho usam de tudo, cola colorida, lápis de cor, tinta.
“A primeira meia hora do dia dedico à leitura. Eu leio e eles depois interpretam o que entenderam. A partir daí trabalho o dia”, disse a professora Livia Faleiros.
Entre os alunos de Livia está Kaio Henrique Souza, 6. Ele faz questão de dizer que já sabe ler e do que mais gosta. “As que mais gosto são de bichos e do saci-pererê”. Outra fã dos livros é a pequena Maria Rita Silva, 6. Ela gosta tanto de ler que pediu para os pais comprarem livros. “Quando estou em casa também fico lendo”.
CLUBE DA LEITURA
Já o Clube da Leitura consiste em incentivar os alunos a levar livros para casa nos fins de semana. “Aqueles que ainda não sabem ler pedem para os pais. Na segunda-feira, eles contam do jeito deles do que se trata a história. Isso tem ajudado os alunos a se expressarem melhor e a se concentrarem na aula.
No começo até achamos que não ia dar certo. Pensamos que os livros não voltariam ou que estragariam, mas não foi o que aconteceu. Está dando muito certo”, afirmou Josiane Sanches Bianchin, a coordenadora da escola. Outro resultado positivo é o exemplo que as crianças dão em casa. “Muitos pais realmente não têm esse hábito. Agora os alunos pedem para os pais lerem as historinhas”. |
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