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meses. O grupo faz parte do Projeto Escola de Fábrica do Ministério da Educação e desenvolvido pela Unifran (Universidade de Franca) com o objetivo de preparar jovens para o mercado de trabalho.
Os alunos fazem estágio em uma granja onde têm aulas teóricas e práticas sobre criação de suínos. A partir de outubro, os estudantes terão uma idéia ainda melhor sobre as dificuldades de abrir e administrar um negócio. Como uma espécie de Second Life (programa de computador em que as pessoas levam uma vida virtual), os alunos se tornarão empresários virtuais, podendo comprar e vender animais, construir a estrutura de uma granja e fechar os mais variados negócios - tudo pelo computador.
O diretor da granja, José Camilo Mendonça, explica que o programa foi desenvolvido em Santa Catarina, um dos maiores produtores de carne suína do País, e proporcionará aos alunos uma visão completa sobre como administrar um negócio. Conforme o desempenho do grupo, são distribuídos bônus que se transformarão em capital virtual. “Com esse dinheiro virtual, eles terão que abrir uma granja de suinocultura e administrar o negócio. Eles vão decidir quando comprar mais matrizes e quando e quanto vender. Eles tomarão todas as decisões”, afirmou Mendonça, que acompanha o projeto de perto.
Os alunos não vêem a hora de começar a lidar com o programa. Rafaela Aparecida Celestino, 17, espera usar tudo o que aprendeu com as aulas teóricas. “Eu sei tudo sobre a alimentação e a vida deles. Agora vou usar no programa”. Matheus Rocha, 17, quer ir além. “Vou usar a experiência que estou tendo na fábrica e também que vou ter com o programa virtual na hora de procurar um emprego”.
O Escola de Fábrica é aplicado simultaneamente em nove cidades da região e atende 220 estudantes, que recebem R$ 150 a cada 100 horas/aula.
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