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Festival premiado

 

Mais de 900 artistas de diferentes manifestações culturais: teatro, dança, música, coral, poesia, cenas curtas, apresentações circenses. Um público de 20 mil pessoas. Quase duas toneladas de alimentos arrecadados e doados para o Fundo Social de Solidariedade.

Este é o resultado da 20ª edição do Festival Águas de Março realizada de 7 a 18 de março em Franca. Na noite de terça-feira a Orquestra Sinfônica de Franca encerrou o evento com uma apresentação surpreendente e um

 
 

repertório eclético. Também foram premiados os vencedores dos Festivais de Poesia Encenada e Cenas Curtas (veja quadro abaixo).

Promovido pela Fetanp (Federação do Teatro Amador do Nordeste Paulista), com o apoio da Prefeitura e da Feac (Fundação para Esporte, Arte e Cultura), o evento incentivou a cultura e a arte no município. O diretor do Teatro Municipal e um dos organizadores do projeto, Jô Ribeiro, comemora o sucesso desta edição.

“Registramos um público superior a todas as edições anteriores. As apresentações realizadas em espaços alternativos como praças, escolas e centros comunitários reuniram um público significativo formado por jovens, crianças e adultos”, disse.

O Festival de Poesia Encenada, realizado no dia 12, reuniu sete grupos teatrais de Franca, que participaram com encenação de poemas e poesias utilizando a linguagem teatral, cenografia, maquiagem, figurinos, música e iluminação. Os trabalhos foram avaliados por três jurados convidados pela comissão organizadora do evento: Carmelita Victor Spreen, Edna Daniela de Paula e Valter Pedrosa.

Contrariando o ditado “Os últimos serão os primeiros”, o grupo Ato - Teatro Educação, que foi o primeiro a se apresentar com 14 atores, ficou em 1º lugar com a poesia “Vai Carlos, ser gauche na vida”, de Carlos Drummond de Andrade, dirigido por Hélio Simões e Ana Cláudia Segadas. “Esse espetáculo, encenado em parceria com o grupo Raízes do Princípio, foi uma tentativa de contar a biografia do poeta, com histórias desde a sua infância em Itabira (MG) até a Segunda Guerra Mundial, em 1938”, explicou Hélio.

Segundo o diretor, participar do festival é importante porque coloca os trabalhos em evidência, mas a maioria deixou a desejar. “O Águas de Março é como um painel da produção teatral do ano em Franca. Sinto muito que nesta edição faltou qualidade nas apresentações em relação às produções anteriores. Os trabalhos em geral foram interessantes, mas poderiam ter sido mais bem desenvolvidos”, disse.

O Festival de Cenas Curtas, promovido no dia 14, contou com 11 grupos que apresentaram esquetes fragmentadas de textos, contos e romances utilizando também a linguagem teatral. Os trabalhos foram avaliados pelos jurados Mauro Cézar Rodrigues, Samantha Calsani e João Paulo Fernandes. O Cefi (Centro de Experimentação e Formação do Intérprete) ficou em 1º lugar com a peça o “O Sujeito”, dirigida e interpretada por Gisela Durval.

A atriz, que ficou longe do teatro durante 20 anos para se dedicar à dança, venceu pelo terceiro ano consecutivo o Festival. Em 2006 e 2007 ela ganhou como melhor Poesia Encenada. “O texto mostrou o que é ser ator. A gente brinca de ser Deus, mas para isso tem que ser poderoso, senão a platéia te engole”, disse.

Em relação às apresentações dos festivais, a atriz foi enfática. “O que percebo é que o movimento teatral, que era forte e renomado, está sendo retomado. Vi muitos jovens fazendo teatro com vontade, mas ainda falta preparo. Está na hora da gente começar a fazer um movimento de qualidade”, afirmou.

O Festival Águas de Março também homenageou pessoas e grupos que trabalham em prol das artes em Franca. Receberam certificado o maestro Gabriel Santiago Matteo, da Orquestra Sinfônica de Franca; João Carlos Goia, gerente do Senac/Franca; José Gregorutti Neto, diretor técnico do Senac/Franca; Alessa Hungria, orientadora do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi; Daniela Tozzi e Fabiana Ignácio, diretoras da Duodance Escola de Dança; Éder Machado e Marlete Nascimento Machado, diretores da Cia. Francana de Dança de Salão; Deva Alves, diretor do Centro de Danças de Salão Deva Dance; a artista plástica Andréa Cris e Priscila De Col e Pedro Fonseca, do Centro Cultural Cangoma.

 
fonte: Comércio da Franca
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