Quando o asfalto se transforma em caminho para bicicletas, a cidade muda de ritmo. O que antes era espaço exclusivo dos carros, hoje é também território de quem escolhe pedalar, por lazer, saúde ou necessidade.
Mas nem toda via destinada à bicicleta é igual. Ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota têm diferenças importantes, que vão além da tinta vermelha no chão.
Rafael Hayar, diretor do Grupo Arena, reconhecido pela atuação sólida nos segmentos de asfalto, concreto e infraestrutura, explica as principais diferenças.
Diferenças entre os termos
A ciclovia é a estrutura mais segura e protegida, totalmente separada do tráfego de veículos por meio de barreiras, canteiros ou desníveis. Ela cria um espaço exclusivo para os ciclistas, pensado para trajetos mais longos ou vias de grande movimento.
Já a ciclofaixa é aquela faixa pintada no asfalto, geralmente ao lado das pistas de carros. Não tem separação física, mas a sinalização reforça o respeito à presença de quem pedala. É uma solução prática e de menor custo, comum em avenidas e ligações entre bairros.
Por fim, a ciclorrota é o modelo mais flexível, uma rota compartilhada entre bicicletas e automóveis, identificada por placas e pinturas no solo. Aqui, o cuidado é redobrado, tanto do motorista quanto do ciclista e a velocidade dos veículos tende a ser mais controlada.
Segurança para quem pedala
“Cada tipo de via ciclável exige um olhar técnico diferente, desde a escolha do pavimento até a sinalização”, explica Rafael. “Um bom asfalto, com aderência adequada e drenagem eficiente, faz diferença direta na segurança e no conforto de quem pedala”.
Segundo Rafael, as cidades que apostam em infraestrutura cicloviária ganham mais do que mobilidade: ganham vitalidade. Ciclovias e ciclofaixas bem construídas reduzem riscos, estimulam hábitos sustentáveis e transformam o modo como as pessoas se relacionam com o espaço urbano.