Quando o asfalto se transforma em caminho para bicicletas, a cidade muda de ritmo. O que antes era espaço exclusivo dos carros, hoje é também território de quem escolhe pedalar, por lazer, saúde ou necessidade.
Mas nem toda via destinada à bicicleta é igual. Ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota têm diferenças importantes, que vão além da tinta vermelha no chão.
A Secretaria de Segurança da Prefeitura de Franca diz que a cidade tem 10.217 metros de ciclovias.
Elas estão localizadas nas Avenidas Moacir Vieira Coelho, Abrão Brickmann, Santos Dumont, Wilson Sábio de Mello, Euclides Vieira Coelho, Geralda Rocha Silva, na Reserva Abaeté e nos Jardins Maria Luiza e Arizona.
Já os 4.650 metros de ciclofaixas estão essencialmente na extensão da Avenida Presidente Vargas.
Diferenças
Ciclovia é a estrutura mais segura e protegida, totalmente separada do tráfego de veículos por meio de barreiras, canteiros ou desníveis. Ela cria um espaço exclusivo para os ciclistas, pensado para trajetos mais longos ou vias de grande movimento.
Já a ciclofaixa é aquela faixa pintada no asfalto, geralmente ao lado das pistas de carros. Não tem separação física, mas a sinalização reforça o respeito à presença de quem pedala. É uma solução prática e de menor custo, comum em avenidas e ligações entre bairros.
Por fim, a ciclorrota é o modelo mais flexível, uma rota compartilhada entre bicicletas e automóveis, identificada por placas e pinturas no solo. Aqui, o cuidado é redobrado, tanto do motorista quanto do ciclista e a velocidade dos veículos tende a ser mais controlada.
As cidades que apostam em infraestrutura cicloviária ganham mais do que mobilidade: ganham vitalidade. Ciclovias e ciclofaixas bem construídas reduzem riscos, estimulam hábitos sustentáveis e transformam o modo como as pessoas se relacionam com o espaço urbano.