O ranking identifica os locais cuja temperatura da superfície está mais elevada em relação à média adotada pela plataforma:
Parque dos Ipês: 5,55°C acima da média;
Jardim Roselândia: 5,21°C acima da média;
Polo Industrial São Bernardo: 4,85°C acima da média;
Estação: 4,45°C acima da média;
Parque Vicente Leporace I: 4,39°C acima da média;
Parque Novo Mundo: 4,36°C acima da média;
Parque Vicente Leporace II: 4,29°C acima da média;
Jardim Aviação: 4,28°C acima da média;
Parque São Jorge: 4,27°C acima da média;
Parque Vicente Leporace III: 4,26°C acima da média.
Os valores não significam que a temperatura do ar nesses bairros tenha atingido exatamente esses números a mais em relação aos termômetros da cidade. A comparação diz respeito ao aquecimento das superfícies, como ruas, terrenos, telhados e construções.
Áreas com mais vegetação aparecem entre as mais frescas
O levantamento também identificou regiões com temperaturas de superfície inferiores à média de referência.
Confira as três primeiras colocadas:
Jardim Paineiras: 9,9°C abaixo da média;
Jardim Monte Carlo: 7,55°C abaixo;
City Petrópolis: 7,13°C abaixo.
A presença de vegetação e água ajuda a reduzir o aquecimento da superfície. Em contrapartida, materiais como asfalto, concreto e telhados podem absorver e armazenar calor, contribuindo para temperaturas mais elevadas em áreas urbanizadas.
O que são ilhas de calor?
As chamadas ilhas de calor são áreas urbanas que apresentam temperaturas mais elevadas em comparação com regiões próximas.
O fenômeno está relacionado, entre outros fatores, à concentração de edificações, à impermeabilização do solo e à menor presença de árvores e áreas verdes.
Para produzir o levantamento, a plataforma UrbVerde utiliza imagens dos satélites Landsat 8 e Landsat 9, com resolução espacial de 30 metros.
A metodologia considera imagens dos meses mais úmidos, entre novembro e fevereiro, e compara a temperatura da superfície nas áreas urbanas e periurbanas analisadas.
É importante destacar que o mapeamento não representa uma previsão do tempo nem mede diretamente a temperatura do ar sentida pelos moradores.
O objetivo é identificar diferenças no aquecimento das superfícies e ajudar a compreender como a cobertura do solo influencia o ambiente urbano.
Os resultados também reforçam a importância do planejamento urbano, da preservação das áreas verdes e da arborização para melhorar o conforto térmico nas cidades.
Fonte: G1
